segunda-feira, 14 de abril de 2014

E se...?

Se eu pudesse voltar no tempo faria roteiristas desistirem da ideia de fazer filmes de viagem no tempo. Já enjoou né?

terça-feira, 8 de abril de 2014

Catete!

Notícia no Estadão: Planalto e petistas rifam André Vargas e pressionam por renúncia

Essa história toda de renúncia de Vargas parece coisa do Carlos Lacerda, não é não?

quarta-feira, 26 de março de 2014

Não se engane

O cara da gravação "este número de telefone não existe" fala num tom que chega a ser humilhante, né? 

Parece que tá de mau humor porque você teclou errado. 

E a Anatel não faz nada! Hehe

Ucrânia e Rússia

A prova de que a geopolítica (essa sim) é uma caixinha de surpresa: a crise ucraniana começou com o povo querendo afastamento da Rússia e aproximação com a União Europeia. Agora uma província acaba de votar a favor de sua saída da Ucrânia para voltar para a Rússia.

Só que é bom questionar
O que vai acontecer na hora em que um o território quiser se separar da Rússia, mesmo que via plebiscito?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Isso é mais ou menos Esparta

Uma mistura de resenha do filme 300 – A Ascensão do Império, chatice com a precisão histórica e vontade de escrever mesmo. Isso aqui não é um texto de um historiador, nem um artigo. Só um texto porque deu vontade de falar do filme.

A sequência de 300 é um filme bacana. Para por aí. É que o primeiro filme era mais intenso, diferente do que era normal no cinema. Vai ficar sempre à sombra. Na verdade, a parte dois é uma série um pouco confusa de batalhas navalhas, com muitos exageros, dos típicos do cinema norte-americano aos que extrapolam até mesmo o razoável hollywoodiano. Mesmo assim, vale a pena.

O filme que estreou agora conta o antes-durante-depois do enredo de 300. Isso mesmo. Mostra quando os gregos ficam sabendo que trezentas pessoas vão enfrentar o exército persa em Termópilas; a expectativa para saber no que deu a guerra na época que não tinha rádio nem internet; e o que acontece depois da derrota espartana (isso não é exatamente contar o fim do primeiro filme, era só prestar atenção na aula de história).

Assim como o primeiro filme, há imprecisões históricas – vamos a elas, já que mostrar o que está errado é uma paixão nacional.

É bom lembrar que todo filme reflete um pouco da atualidade. Os helenos são em boa parte a base da civilização ocidental (filosofia, ciência, política). Os persas, inimigos, invasores cruéis e sem coração, viviam no atual Oriente Médio, deram origem ao povo iraniano. Temos aí uma rixa Estados Unidos x Irã cinco séculos antes de Cristo.

Ah, helenos não tem nada a ver com Manoel Carlos. É que Grécia em grego é Hellas. Dá uma olhada no álbum de figurinhas da Copa do Mundo.

No filme, gregos dizem o tempo todo que estão defendendo a liberdade e a democracia. Seria lindo. Mas nem todas as cidades-estados tinham o sistema democrático. Esparta por exemplo era uma diarquia (isso mesmo dois reis). Além disso, nas democracias todos os gregos eram livres. Menos os escravos. Esses eram maioria na sociedade... mas o filme sequer cita a existência de servos em Atenas ou Esparta.
Mais uma: naquela época, o homossexualismo era comum entre os gregos. Principalmente entre os espartanos. O filme não cita isso em momento algum.

Xerxes não era careca
Os personagem principais do filme realmente existiram. Só que Xerxes não era exatamente aquele imperador-ostentação representado por Rodrigo Santoro (dublado de voz grossa, mais uma vez). Era um barbudo que caiu em desgosto depois de perder de goleada a guerra mais fácil da Idade Antiga.

No filme, quem lidera o exército inimigo é Artemísia. Vendo o filme acreditei que era uma licença poética. Achei impossível para aquela época uma mulher comandar uma tropa, mas apesar do machismo da Antiguidade, a personagem existiu mesmo! Foi uma grega que lutou contra os gregos e liderou alguns navios persas na batalha de Salamina.

O protagonista é o ateniense Temístocles, general que uniu o povo grego contra os persas e que traçou estratégias criativas para derrotar uma frota maior que a helena. Bacana, mas o filme não mostra o que aconteceu depois. Ele encheu a paciência dos conterrâneos até ser condenado ao ostracismo, uma espécie de “não me apareça mais por aqui”. Foi refugiar-se sabe onde? Sim, foi para o lado persa, mas aí são outros trezentos.

Grécia 2 x 1 Pérsia
Enfim, a batalha aconteceu. Persas venceram nas Termópilas, mas levaram a virada em Salamina, mesmo tendo um exército bem superior. Não vou me ater em números, porque se até hoje é complicado confiar em números de manifestantes em protestos, imagine em uma guerra que foi há 2.500 anos! Enfim, o fato é que vitória grega nessa batalha foi uma zebra maior do que a seleção da Grécia levar o caneco da Eurocopa 2004. (Ainda me pergunto se isso aconteceu mesmo).

A vitória grega nessa batalha do filme fez com que Atenas e Esparta se tornassem duas cidades imperialistas. Cresceram a ponto de se estranharem, caíram em violentas guerras uma contra a outra, enfraqueceram-se e viraram presa fácil para o Império Macedônico. Mas aí é já é outro filme, Alexandre (o Grande).


Fontes?

Bom, a ideia era não ser uma dissertação, mas este texto se baseia na leitura de algumas edições de Galileu, Super Interessante e Aventuras na História, um livro aqui, outro ali, consultas preguiçosas no Wikipédia (sim, eu acesso mesmo) e algumas lembranças das divertidas aulas de História do Ricardo, no cursinho. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Perfil - Como é a vida do autor de mortes falsas?

Ele empenha toda a sua energia na cobertura da morte de Michael Schumacher, anunciada ao mundo antes de qualquer comunicado do hospital, assessores e familiares. Uma verdadeira proeza e exemplo de profissionalismo.

Mas afinal, quem é esse que dedica parte do seu tempo para noticiar o falecimento de famosos que por acaso ainda estão vivos?

Seu trabalho de checagem é elaborado. Impressiona pela complexidade. Trata-se de um raciocínio lógico: foi internado, então morreu. Está em coma: luto. Cabelo branco: uma grande perda.

Depois desse trabalho árduo, manda e-mails, coloca a notícia nas redes sociais e só espera a repercussão. São milhares de compartilhamentos, comentários, até que alguém lá embaixo na timeline avise “peraí, galera, o cara tá vivo!”. Mas não tem problema. Amanhã ele publica a notícia de novo. 

Lutou bravamente contra o centenário de Oscar Niemeyer e o fim do mandato de José Alencar. Já enterrou José Sarney, Jô Soares, Cid Moreira e Roberto Bolaños.

É o único autor de obituário que precisa publicar uma errata, direito de resposta ou “outro lado”, que neste caso, não é o lado da morte. É o lado de quem não morreu e não gostou muito dessa brincadeira de ficar sabendo pela internet que passou dessa para uma melhor (ou vai saber...).

Dono de um currículo invejável é também fotógrafo de mão cheia (não me pergunte de que). Tirou fotos exclusivas dos cadáveres de Osama Bin Laden e de Paul Walker, instantes depois da execução e acidente, respectivamente. Tratou de publicá-las depois dos acontecimentos, sem censura, para todo mundo ver o que só ele viu.

Em tempo: ele lamenta profundamente o uso inadequado de seus furos jornalísticos em golpes na internet. Links maliciosos com vírus costumam ser colocados nas fotos de ídolos recém-falecidos. Um absurdo. Afinal, estragam todo o trabalho de apuração que teve para escrever sobre as causas de morte de quem ainda respira. Perde toda a credibilidade.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Perguntas, respostas e opiniões sobre a morte de Santiago Andrade

Não houve intenção de acertar o cinegrafista? Então, qual era a intenção? Acertar alguém... qualquer um? Só dar um susto?

O cinegrafista estava no lugar errado, na hora errada? Não foi ele quem tornou a hora e o lugar errados. Quem fez isso é quem saiu para “protestar” com um artefato explosivo. Quem faz isso é quem (mesmo sem armas) sai para as ruas com a violência no gatilho da mente.

A imprensa tem sido passional nessa cobertura? Não tem como não ser. Não deveria ser. O jornalista não é uma rocha.

A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes é uma agressão ao que o jornalismo e o jornalista fazem e representam.

A imprensa deve ser questionada, criticada, contrariada quando necessário. Mas de maneira democrática.

Atacar fisicamente repórter, fotógrafo, repórter cinematográfico é a agressão ao não-combatente, em outras palavras: terrorismo. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

'Rush'


Rush foge daquela mesmice hollywoodiana de criar heróis e vilões ao reproduzir uma história real ligada ao esporte. Niki Lauda e James Hunt são apresentados como dois obstinados pela vitória e como dois chatos. Uma rivalidade que ajuda a contar uma ótima história.

Hunt não se prepara para a corrida, toma porres na véspera, consome drogas e coleciona amantes. Lauda é o cara de família, perfeccionista e racional, que não faz questão de ser simpático com ninguém. E adora dizer que é o melhor do que todos.

Diferentemente do filme Alta Velocidade (de 2001, sobre Fórmula Indy e com Sylvester Stallone e Burt Reynolds no elenco), em que as batidas são mostradas como um espetáculo pirotécnico, Rush mostra os acidentes como a parte ruim do automobilismo. A morte de um piloto e a fratura exposta na perna de outro aparecem como freio para irresponsabilidade dos competidores.

As reuniões pré-corrida mostram a cautela de Lauda e depois Hunt quanto aos riscos num carro que era uma bomba, como eles mesmos descrevem e como Lauda sentiu na pele ao sofrer o acidente que quase o matou em Nurburgring.  

O tratamento médico e a recuperação de Niki o transformam rapidamente no mocinho, mas o “exemplo de superação” perde a graça quando o austríaco volta a correr só por teimosia, para não deixar Hunt ser campeão e continua sendo arrogante. Nada daquelas histórias de passar por uma experiência traumática a voltar como um anjinho.

Já Hunt é o cara confiante, desregrado. Finge não dar atenção às pressões, mas num tique nervoso não para de mexer em um isqueiro e bebe compulsivamente.

Saindo das histórias e falando das imagens, Rush mostra com perfeição um grid de largada completo. Há efeitos especiais, é claro, mas para recriar a temporada de 1976 pode contar aí que pelo menos 20 carros correm de verdade nas tomadas (graças, em parte, a colecionadores que ainda guardam bólidos da época para festivais e exposições). Um figurante de luxo é a Tyrrel de seis rodas.

Infelizmente é um filme caríssimo. Por isso, dificilmente as produtoras lançarão filmes de automobilismo a rodo. Mas, convenhamos, as rivalidades Fittipaldi x Stewart, Prost x Senna, Piquet x Lauda e Schumacher x Hakkinen dariam ótimos roteiros.

A parte chata para os brasileiros é que mesmo se tratando de um bicampeão respeitadíssimo na época retratada, Fittipaldi só é citado em meio a xingamentos por um dirigente da McLaren, indignado com o fato de Émerson ter trocado um dos melhores carros do grid para se aventurar na criação da equipe Coopersucar.


Como disse Alessandra Alves, comentarista de Formula-1 da Rádio Bandeirantes, “Rush” é um triângulo amoroso entre Lauda, Hunt e a vitória. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Come together


O que não fazer durante os protestos

1 - Perguntar na rua onde encontra uma farmácia para comprar remédio para a tal cura gay
2 - Dizer que a PEC 37 até que não era tão ruim assim
3 - Não dar vinte centavos de troco numa compra e ainda dizer “Mas é só R$ 0,20!”
4 - Abrir uma empresa de ônibus
5 - Dizer que os estádios da Copa ficaram bacanas
6 - Sair na rua justificando porque votou na Dilma. Sair na rua explicando porque votou no Alckmin. Sair na rua dizendo que votou
7 - Falar em público que o filme “V de Vingança” é chato
8 - Falar em público que a banda Legião Urbana é chata. Se bem que isso já era um problema antes
9 - Fundar um partido (ou rede, movimento...)
10 - Falar alguma frase do filme "Tropa de Elite" para comentar a troca de tiros na favela da Maré do Rio de Janeiro.  

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A era "Reclama muito no Twitter" acabou

A impressão de que protestar não dá em nada já caiu por terra. A noção de que o brasileiro não se mobiliza quando há um campeonato de futebol perdeu de goleada. Frutos de sonhos, mobilização e lutas as manifestações em todo o país já obtiveram resultados, como a redução de tarifas de transporte, a revogação do aumento do pedágio nas estradas de São Paulo e o amplo debate sobre mobilidade em grandes e médias cidades do Brasil.

Mesmo sem lideranças, partidos políticos ou sem uma única pauta os protestos obtiveram êxito. É possível reivindicar de maneira “horizontal”, por meio de redes sociais, algo que a Primavera Árabe e os protestos na Europa e nos Estados Unidos já tinham mostrado. Faltam reivindicações mais claras, sensibilidade em alguns pontos, objetividades em outros, mas sim, os protestos trouxeram consequências positivas que vão muito além de estradas e ruas.

A política voltou à boca do povo. A democracia e os direitos do cidadão também. Mostrou-se, no mínimo, um despreparo das autoridades e da polícia em lidar com a população. A onda de mobilização fez com que aquele sujeito que sempre se opôs a manifestações repensasse seu posicionamento – alguns já até saíram para as ruas para protestar. Os atos farão ainda os atuais políticos e os futuros candidatos pensarem duas vezes antes de dissociar sua eleição do que o povo quer e do que acontece nas ruas.

Cresci ouvindo a história de que sou da geração que não sai da frente do computador, que só "reclama muito no twitter"

Tenho 24 anos e cresci ouvindo a história de que as Diretas Já e os Caras Pintadas contra o Collor foram os últimos movimentos politizados. Depois disso veio uma maré de conformismo e alienação. Uma geração que não sai da frente do computador. Por muito tempo ouvi dizer que era da geração que “reclama muito no twitter” e só. Por muito tempo realmente foi assim, mas isso acabou.

Como sempre acontecem quando se percebe um fato histórico, tenta-se descobrir como tudo  começo, quais as razões e consequências. Discordo de algumas fórmulas quase matemáticas que vi por ai “explicando” o passo a passo de revoltas, do tipo Insatisfação + Repressão policial = Revolução, ou fórmula cíclicas em que a História sempre se repete. São teorias, não leis. Mesmo assim, exponho aqui as minhas teorias.

Em 2010 Tiririca recebeu mais de um milhão de votos. Era um inconformismo sem rosto definido, mas com o recado de que a política tradicional não agradava. 

COMO COMEÇOU?

Em 2010, durante as eleições, o “Fla x Flu” entre Dilma x Serra, PT x PSDB parece ter se repetido com mais vigor do que antes. Surgiu ainda uma terceira via representada pela Marina Silva. Além disso teve a eleição de Tiririca. O palhaço recebeu mais de um milhão de votos para Deputado Federal, num sinal de que o brasileiro, ou ao menos o paulista, não confia mais em partidos políticos, nem nos candidatos de sempre. Ninguém ligava para o PR, nem para a coligação partidária em que ele ajudou a eleger outros representantes do povo. Era um inconformismo sem rosto definido, sem reclamações claras, mas com o recado de que a política tradicional não agradava.

Mesmo com a vitória do PT e com uma aprovação inédita de Dilma Rousseff, o apoio da população ao julgamento do Mensalão e a ideia de faxina nos primeiros meses do governo deixaram clara a insatisfação com o PT. A esperança de parte do eleitorado em se ver representada pela PSDB, DEM e PPS se mostrou inócua com a inatividade dessa oposição. O livro Privataria Tucana virou best-seller e Demóstenes Torres passou de herói a vilão. Tudo isso se misturou. 

Veio então o desejo popular de fazer do presidente do STF um candidato à eleição presidencial. O Judiciário, único poder em que não escolhemos diretamente representantes, virou a menina dos olhos do povo em detrimento ao Legislativo e o Executivo. Depois vieram (ou melhor, retornaram) Sarney e Renan Calheiros, que fazem do Senado quase uma propriedade privada. Leis polêmicas estavam na fila para aprovação quase certa. E mais ainda: um homofóbico e racista foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A revolta a tudo isso se misturou num liquidificador chamado Facebook.

Perdeu-se a esperança na situação e na oposição. Renan e Sarney voltaram e um homofóbico foi eleito presidente da comissão de Direitos Humanos. 

PARTIDARISMO

Boa parte do povo não se vê representada por partidos políticos. No meu trabalho como jornalista, quando cubro manifestações população (com exceção dos atos trabalhistas, cheios de bandeiras de siglas de esquerda) os líderes ou representantes da mobilização se apressam em avisar “Não sou de nenhum partido! É importante lembrar que esse movimento não tem líder. Aqui não estamos defendendo nenhum candidato.” Parece clara a ligação que as pessoas fazem entre políticos e oportunismo ou ao menos, em falta de diálogo com a população.

Mesmo assim, não compreendo a expulsão de partidos políticos das manifestações. Um movimento apartidário é ótimo, mostra de que há receio em se recriar líderes populistas que poderiam, futuramente se tornar corruptos, saindo da contestação para a manutenção do poder (como aconteceu com PT, PSDB e PMDB). Mas um movimento anti-partidário é perigoso, meio caminho para uma ditadura. 

Durante protestos em São Paulo, integrantes de partidos políticos foram expulsos. São siglas que há muitos anos vêm lutando pelo passe-livre e que em eleições recebem um punhado de votos, mas que se recusam a desistir ou a fazer coligações obscuras. Não me parece justo expulsar das ruas quem há muito tempo estava lá empunhando o alto-falante e cartazes pelo passe-livre.

Não parece justo expulsar das ruas partidos que há muito tempo estavam lá, empunhando cartazes pelo passe-livre. 

Existe no movimento uma espécie de apartidarismo quase anárquico, mas provavelmente um anarquismo involuntário. Pouquíssimos que vão às ruas se inspiram no anarquismo europeu do início do século passado. 

O personagem de V de Vingança, presente em máscaras remete à revolta contra governos corruptos (na história em quadrinhos e na historia real que a inspirou o personagem tenta explodir o parlamento inglês). A face ganhou um novo significado com o difuso e variado grupo Anounymous, que promove invasões cibernéticas a sites de governos e de empresas classificadas como representantes da corrupção ou do status quo (manter tudo como está).

Com a noção simplista de que política é algo ruim, de que Congresso é uma casa de imoralidade, promovem vandalismo injustificado. Quebra-se um patrimônio público, que terá o conserto pago pelo povo. Promove-se ainda a luta, às vezes irracional, contra a polícia, formada por trabalhadores, homens que cumprem ordens e que se expõe de maneira inacreditável durante os protestos, sendo muitas vezes (do mesmo modo que manifestantes) são taxados de brucutus por causa de uma minorias que usa spray de pimenta em inocentes e que não merecem a farda que vestem.

PROPOSTAS E RESULTADOS

Existe a falta de informação em meio aos protestos com pedidos sem cabimento e noções vagas como marcha contra a corrupção. E as propostas? As do transporte deram resultado, principalmente porque já tinham rumo. A oposição à PEC 37, que limita poderes de investigação do Ministério Público também já gerou recuos. Está na hora de propostas claras nas outras áreas. Saúde e educação melhor, claro, mas como? Contra a corrupção... ótimo, mas como?

É hora de falar em reforma política, aquela que políticos defendem, mas que não põem em prática

Está na hora de falar claramente em reforma política. Aquele assunto que todos os políticos defendem (ou dizem), mas que nunca põem em prática. Nenhum partido te representa? São mais de trinta? Eles dizem ter uma ideologia que não seguem? Ou prometem uma coisa e fazem outra? Quem tal reivindicar diminuição dos salários? Fim de coligações? Limitação de mandatos de deputados? Fim de reeleição? 

É hora também de falar claramente em qualidade de serviços públicos. Em transparência efetiva de informações.

Reivindicações mais claras e pautas definidas vão chegar e o lado inconsequente das manifestações tende a perder força. O primeiro passo foi dado. As manifestações “contra tudo que aí está” foram o ponto de partida.


  

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Previsões infalíveis

Sabe aquelas frases geniais no meio de um artigo ou uma manchete muito bem bolada? Na verdade algumas dessas sacadas já estão prontas antes mesmo do fato acontecer... E eu provo isso com duas apostas!

- Na primeira polêmica em torno do Papa Francisco, com críticas da opinião pública um renomado comentarista escolherá o título:

PAU QUE DÁ EM CHICO, DÁ EM FRANCISCO

- Se o presidente da Venezuela Nicolás Maduro renunciar ou for deposto, não tem outra:

CAIU DE MADURO

Bom, para conferir é só questão de tempo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Cadê o Rock?

Aí anunciam o Justin Timberlake no Rock in Rio 2013 e começam os comentários "cadê o rock? No que estão transformando esse evento? Um absurdo!". Detalhe: no primeiro Rock in Rio em 1985 teve Elba Ramalho e Alceu Valença...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Para compartilhar


- Cara, eu estou com um problema sério.
- Sério? Qual?
- Eu estou viciado em Facebook!
- Aff...
- Que foi?
- Não vou nem comentar.
- Se não vai comentar, pelo menos curte!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Fases


Na época dos blogs todo mundo tentava mostrar como era deprimido
No Twitter, todo mundo queria resumir o mundo em 140 caracteres
Agora no Facebook é todo mundo engraçadinho!