terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Lembra?

Eram tantos programas do tipo "O melhor de 2011" que sua mente não tinha mais uma memória, mas uma retrospectiva.

E na escola, em vez de um histórico escolar, ele recebeu um "Os fatos que marcaram o ano".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A morte de Dan Wheldon e a insensatez da Indy


A etapa de Las Vegas da Fórmula Indy acabou manchada por uma tragédia – a morte do campeão de 2005, Dan Wheldon. Isso me faz pensar o quão insensato é usar o termo “tragédia” para falar do Maracanaço de 1950 ou da eliminação do Brasil para a Itália em 1982. São derrotas tão comuns ao esporte e que nada se assemelham ao uma morte.
O acidente está entre a falta de segurança e a fatalidade. O destino no fato de a batida ter vitimado justo o piloto convidado, que estava no fundo do grid. Mas por mais que existam proteções na mureta no circuito oval, e por mais que os carros obedeçam parâmetros de segurança, o mega-acidente envolvendo quinze carros poderia ter matado outros pilotos. Basta dar uma olhada nas imagens para perceber isso.
A Fórmula Indy é muito insegura. É o que comprova o saldo de morte de 1999 para cá. Greg Moore, Paul Dana, Tony Renna e Gonzalo Rodrigues perderam suas vidas, os três primeiros em circuitos ovais. No comparativo inevitável com a Fórmula-1, de 1994 (quando morreram Senna e Roland Ratzenberger no mesmo fim de semana) para cá, nenhum piloto morreu.
Depois do Grande Prêmio de Imola, pilotos, torcida e organizadores ficaram sensibilizados pela morte de Ayrton Senna. Foi preciso um fim de semana trágico, com a morte de um tricampeão, para que medidas de segurança fossem imediatamente tomadas.
Não se pode dizer que a categoria comandada pela FIA seja à prova de fatalidades. Por muito pouco – pouco mesmo – Felipe Massa não perdeu sua vida na Hungria em 2009, e em muitos outros acidentes um detalhezinho, como uma mola ou um pedaço de carro voando, poderia encurtar a carreira de algum piloto.
Mas não é o acontece na Indy. Não são detalhes. Os carros correm em circuitos inclinados, o que os torna uma flecha em potência contra o muro se alguma coisa der errado. A velocidade passa de 330 km/h e mais de trinta carros dividem a pista em infinitas relargadas.
Critica-se o exagero de regras da F-1, responsável por tornar as corridas chatas, o que realmente aconteceu em 1996 e 1997. Mas isso se deu por causa de vários fatores e basta lembrar que 2011 teve corridas espetaculares e nenhum acidente mais grave.

Espera-se que a morte de piloto prestigiado sirva de lição para o automobilismo norte-americano pisar no freio.

Para homenagear a carreira do piloto inglês Dan Wheldon, fica a frase/trocadilho que seus engenheiros gritavam quando ele vencia corridas: “Well done!” (Bom trabalho!).

domingo, 9 de outubro de 2011

Não se emende

Muito cuidado com o que vai falar na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Tem deputado estadual que sai correndo quando alguém pergunta se ele vai emendar o feriado da quarta.

Com essas denúncias de venda de emendas parlamentares qualquer resposta pode causa rebuliço.

Injustiças do Nobel

Dá para acreditar que o Nobel da Química não foi para os engenheiros que construíram o Center Norte? Afinal, eles são os responsáveis pela maior dinamite do mundo, aperfeiçoando o invento do cientista sueco que dá nome à premiação.

Deve ser bullying com o Brasil, porque não rolou nem uma menção honrosa ao Toddynho Caústico do Rio Grande do Sul.

O Nobel de Medicina também foi outra injustiça. Como acreditar que os médicos legistas que não encontraram drogas no organismo de Amy Winehouse não foram agraciados com a honraria?

E será que essa história de dividir o Nobel da Paz entre três mulheres não dá briga?

sábado, 1 de outubro de 2011

Em defesa do Pop in Rio

Uma das críticas mais comuns dos últimos dias no circuito musical é essa: o excesso de bandas de “não-rock” no festival Rock in Rio. O estilo musical foi deixado de lado pela organização do evento para dar espaço a outras atrações de maior lucratividade. Esse é o argumento. Não concordo com esse tipo de visão e sou a favor da miscelânea de estilos em um evento cultural, mesmo que ele carregue uma particularidade em seu título. Além disso, não existem mais tantas bandas de rock de peso como nos anos 80 e 90 e são poucas as realmente boas que ficaram de fora este ano (a maioria da velha guarda, como AC/DC, Aerosmith e Iron Maiden).

Como assim Kate Perry, Kesha, Claudia Leite e Ivete Sangalo? No caso de Claudia Leite, aconteceram as previstas vaias do público roqueiro. 

Agora me explique: o que esses roqueiros foram fazer lá? Parece meio masoquista uma pessoa ir para perto do palco para ouvir uma atração musical de um estilo que odeia apenas para ter a oportunidade de desaprovar o que já desaprovava antes. A programação foi divulgada há meses. Elas não entraram no lugar de bandas de rock. Foram lá fazer a parte delas.

Outra coisa que me desanima é ver o argumento de sempre: rock é rock. Como se fosse algo pronto e acabado em que não se pode interferir. Não. Rock não é rock. É uma porção de vários estilos: blues, jazz, country (no início) e depois pop, sertanejo, forró e seja mais o que for. Tudo é válido.

Essa ideia da mistura é válida ainda mais quando se fala no Brasil. Caetano Veloso foi vaiado em um festival porque sua banda tinha guitarra (algo antinacionalista!). O mesmo aconteceu com Raul Seixas (RAUL SEIXAS!) quando tentou concorrer em um concurso de música brasileira, porque sua música era um rock em inglês – misturado com um bailão em português (Let me sing, Let me sing). 

O rock usa diversos outros estilos e ninguém reclama. Led Zeppelin buscar inspiração no reggae para compor Dyer Maker é genialidade. Claudia Leite tocar Dyer Maker é um pecado mortal? Não é por aí.
Sou roqueiro, antes de mais nada. Minhas bandas favoritas são o Guns ‘n’ Roses, Kiss, Led Zeppelin, Beatles, Titãs e outras do gênero, mas não acho que a segregação seja o caminho. 

Infelizmente existe uma cultura de alguns roqueiros de desprezo pelo outro estilo musical. Não se trata de pedir para trocar a música ou desprestigiar o cantor e sim de casos de agressão e morte entre fãs de diferentes tipos de rock e de outros estilos musicais. Algo impensável. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desculpa

Odiar é...


dizer para namorada que a carta de amor só não chegou por causa da greve dos correios

Rock

A famosa camiseta com a frase "EU FUI" só serve depois da última atração do Rock in Rio.


Será que lá vendem camisetas com a frase "EU ESTOU"?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Crise

É tanto economês no noticiário ultimamente que já tem jornalista esportivo dizendo que a Fifa rebaixou a nota da Seleção Brasileira para AA-.

O Mano pôs a culpa nas seleções na Itália, Grécia, Espanha e Portugal, pode?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quatro poderes

No Brasil existe o poder Executivo, Legislativo, Judiciário e por trás de tudo isso, o Temerário

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prêmio Melhor Categoria do Emmy Awards

São bizarras as categorias da premiação da TV norte-americana, o Emmy Awards. Abrangem ao mesmo tempo, formatos completamente diferentes. 


Exemplo? Melhor roteiro para programa de variedades, musical ou comédia e Melhor roteiro de minissérie, filme ou especial dramático de TV.


Sugiro uma nova categoria:
Melhor ou segundo melhor ator, atriz ou figurante de série, filme ou musical para TV. Ou não

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Finanças

O Santos comprou o jogador colombiano Renteria por R$ 1 milhão.


Pergunto aos economistas esportivos: quanto esse valor aplicado na poupança renteria por mês?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Futebol não é uma caixinha de surpresa coisa nenhuma

Feitas algumas observações em campo... ou observações de campo, pude formular teorias que desmentem impressões genéricas e superficiais do futebol. Dito isto, passo a meu postulado geral e inquestionável sobre o esporte das multidões, através de leis de difícil contestação:

Lei nº 1 - Em todo clássico, o time que está mal das pernas derrota o bam-bam-bam. Não dá outra. 

Viu Corinthians e Palmeiras esses dias? O Verdão em crise, jogadores reclamando, Felipão dando chilique e o Timão no bem-bom da liderança... não é que o Palmeiras vence de virada? É sempre assim, principalmente em derbi. Clássico é clássico, seja lá o que isso queira dizer.

Lei nº 2 - No confronto entre líder e lanterna, o último (nos dois sentidos) sempre vence. 

Essa não tem contestação. Sempre pega comentarista desavisado, aquele que não leva a sério essa minha análise empírica. Vai saber porquê, mas a zebra aqui nem é mais tão zebra.

Lei nº 3 - Jogador que enfrenta seu antigo clube sempre faz um golzinho.  

Se era o "clube do coração", que o revelou então, nem se fala. Há um tipo de magnetismo entre bola e gol no instante em que ele chuta. Nem zagueiro ou lateral escapam. Quantas vezes você não viu essa mesma cena: o jogador faz o gol e volta respeitosamente até metade do gramado pedindo respeito aos atuais colegas de time para não queimar seu filme com a ex-torcida? Claro, agora que tem boleiro que fica dois meses em cada time isso ficou mais raro, mas o gol sempre sai.

Lei nº 4 - O jogador que faz gol contra faz gol a favor. 

Essa não tem explicação. Justo o zagueiro, que sempre corre o risco de fazer contra, quando cumpre sua sina, vai lá para grande área e acerta aquele cabeceio - dessa vez pro lado certo - e tá tudo resolvi. 1 x 1, saldo zerado, um para cada lado e não se fala mais nisso. Confere?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

No meio... no meio!


O problema não é largar nas primeiras posições ou no fim do grid. A complicação está em largar no meio do pelotão. Esse ensinamento atribuído a Ayrton Senna (pelo menos segundo Galvão Bueno) não foi passado ao seu sobrinho Bruno Senna. Isso em Spa, onde a “reta” de largada é um curva, seguida de mais outra, é informação valiosa.  

Logo em sua primeira corrida na Lotus-Renault o brasileiro se atrapalhou e acertou em cheio Jaime Alguersuari, que, com toda razão, revoltou-se. Mas é o esporte. Bruno foi punido com uma parada nos boxes para trocar o bico e com uma passagem pelo mesmo local como punição dos comissários, capitaneados por Nigel Mansel.

O erro e o décimo terceiro lugar não apagam sua boa participação nos treinos e nem põem em risco seu retorno à principal categoria do automobilismo.

No pelotão da frente, Sebastian Vettel voltou a vencer depois três corridas “apenas” entre os cinco primeiros (Alemanha, Hungria e Inglaterra). A corrida foi marcada pela instabilidade dos pneus, já castigados na longa volta classificação do sábado. Isso, somado ao recurso da asa móvel e ao fato de vários pilotos de equipes de ponta terem largado para trás, fez com que a corrida da Bélgica fosse intensa, com várias trocas de posição e de liderança: Alonso, Vettel, Webber e até Rosberg. Aliás, 40% do desempenho de Nico foi graças à sua largada.

Não foi só Bruno que errou. Hamilton exagerou na dose na briga por posições com Kobayashi e acabou levando a pior. Batida forte com direito a instantes de apreensão, já que Lewis não se mexia. Só um susto.

O domingo também não foi bom para Massa, que fez uma prova apagada. Mesmo que seu pneu não furasse nas últimas voltas, ele não passaria de um quinto lugar, atrás até da Mercedes, em tese mais fraca.

A grande atuação foi de Button e Schumacher (Alonso, talvez, pela agressividade e precisão). Os dois saíram do fim da fila para ficam no Top 5.

O domínio da Red Bull é claro, mas não é tão grande. Sempre que vence, o carro da equipe dos energéticos crava de 5 a 10 segundos de vantagem para quem vem atrás – méritos de McLaren e Ferrari. Nada mal, mas num esporte como esse, uma saída de pista e um pneu mal trocado mudam tudo.

domingo, 21 de agosto de 2011

Sinal é sinal

Onde tem fumaça há fogo.

Ou gelo seco.

Soccer

Os norte-americanos fazem tanta questão de manter o nível AAA de confiança de sua economia. Mal sabem que no campeonato brasileiro AAA é sinônimo de rebaixamento.

Atlético Mineiro, Avaí e América Mineiro ocupam as três últimas posições do campeonato.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quanta diferença

Os melhores estilistas da Dow Jones e de Frankfurt ainda não se decidiram: o cabelo grisalho da presidente do FMI, Christine Lagarde, traz mais segurança ou representa um risco para as economias mundias? É só olhar para o Obama para ficar na dúvida.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem essa de título antecipado

O equilíbrio na disputa pela vitória em Nurburgring me faz bater novamente na tecla que venho pressionando há algum tempo:  Vettel não é campeão antecipado. Estamos na metade do campeonato e (desculpem o clichê) muita coisa pode acontecer.

Além de Hamilton, o primeiro a cruzar a linha de chegada na Alemanha, Mark Webber e Fernando Alonso tiveram plenas condições de vencer. Mostra de que o trabalho das equipes no meio da temporada pode ser tão ou mais importante do que aquele do começo de ano.

Vettel teve problemas no seu carro e isso pode acontecer quantas vezes os deuses da Fórmula—1 quiserem. Ele tem com fortes adversários um bicampeão Alonso lutando pela sua honra diante dos espanhóis e ferraristas, um estabanado Hamilton tentando fugir da pecha de campeão decadente e um racional Button tentando provar que não venceu uma temporada só porque tinha o melhor carro.

Por falar nisso, Jenson é que mais poderia ajudar Sebastian com algumas dicas. Em 2009, ano em que o inglês reinou na primeira metade da temporada com seu Brawn GP, foi preciso segurar as pontas com o crescimento visível da Red Bull sob comando de um alemãozinho atrevido, para chegar ao fim do ano com mais pontos.

Além dos três citados, Vettel também precisa conter dois pilotos sem aquela áurea de campeões, mas com muita vontade de se superar: Massa e Webber. O brasileiro deu trabalho no fim da corrida germânica e o australiano pode até chutar o balde, deixar pra lá a renovação de contrato com a equipe dos energéticos e pelo menos lutar por alguma coisa mais honrosa que a função de escudeiro.

Enfim. Não digo que Vettel não será campeão. Mas ele vai precisar encarar todos esses adversários e se vencer, virará um jovem bicampeão e um piloto completo.

*****

A Ferrari errou na última parada de Massa sim, mas não é perseguição.O maior prejudicado não foi o piloto brasileiro, mas Alonso, que lucraria mais alguns pontinhos de recuperação no campeonato caso Vettel permanecesse na quinta colocação. E, diga-se de passagem, nada garante que naquela volta final o atual campeão não fosse passar Felipe.

*****

Está cada vez mais interessante a disputa entre as equipes medianas. A pontuação mostra Mercedes e Lotus Renault na quarta e quinta posições do Mundial de Construtores com folga (78 e 66 pontos respectivamente), mas Sauber (35) e Force India (20) têm dado trabalho às duas escuderias nos treinos e na pista.

Na briga, a Mercedes leva vantagem pelo trabalho de sua dupla. Mesmo que Schumacher ande atrás de Rosberg , sempre luta por pontos. Já as outras três, têm contado com o bom trabalho de apenas um de seus pilotos: Petrov (Lotus),  Kobayashi (Sauber) e Sutil (Force India).

domingo, 17 de julho de 2011

Fogo amigo

Na Taça BH de Futebol Junior, o Palmeiras enfrenta o Palmeirense.

Engraçado, parece que faz tempo que o Palmeiras joga contra o Palmeirense...

Tragicômico

Revivendo uma conhecida piada...

- Soy paraguayo.Vim aqui para matá-lo.
- "Para" o quê?
-  Paraguayo

Mal comparando, culpar o gramado pelos erros nos pênaltis é o mesmo que Dilma culpar o asfalto pela crise no Ministério dos Transportes

domingo, 10 de julho de 2011

27 não é pra qualquer um

Alonso mostrou em Silverstone porque é respeitado por todos os seus adversários. Enquanto assiste ao jovem Vettel estraçalhar recordes aos 24 anos, o espanhol comemorou hoje sua 27ª vitória, igualando-se ao tricampeão Jackie Stewart. Claro que seria melhor se tornar o quinto piloto a vencer mais corridas na Fórmula-1 ocupando a campeonato, mas o asturiano não tem do que reclamar.

Na Inglaterra, a Ferrari venceu sua batalha contra a adversária do momento, McLaren, na disputa pelo lugar de segunda melhor equipe. Ganhou de brinde uma vitória com o erro cometido pela Red Bull na parada de Sebastian Vettel, mas se a escuderia italiana não tivesse competência perderia rapidamente a ponta para o alemão.

Vettel terminou na segunda posição contra a vontade de Mark Webber. O australiano recebeu ordens do chefe da equipe, Christian Horner, para desistir da ultrapassagem sobre o colega de equipe e não obedeceu. Como não conseguiu assumir o segundo lugar, ficou pior para ele: além de desobediente, ficou marcado como ineficaz.

Felipe Massa fez uma boa corrida em relação ao que vinha fazendo (poderia ter largado numa posição melhor, não fosse a chuva) e no fim brigou pela quarta posição com a faca entre os dentes com o inglês Lewis Hamilton. Venceu o piloto da McLaren, mas a disputa serve para “dar uma chacoalhada” em Felipe. Agora a temporada do brasileiro pega no tranco.

Tudo mudou
Os tempos na F1 mudaram. Lembra da época em que piloto japonês causava acidentes? Em Silverstone foi Schumacher quem quase estragou a corrida de Kamui Kobayshi ao jogá-lo na grama. O piloto sensação da temporada abandonou e teve que assistir o seu companheiro de equipe Sérgio Perez chegar num ótimo sétimo lugar.

Decisão rápida
Jenson Button foi rápido no pensamento e muito prudente. Logo que percebeu que o pneu dianteiro direito de sua McLaren estava solto, o inglês tratou de reduzir a velocidade e encostar o carro. Abandonou a corrida, mas evitou um acidente mais sério.

Décimo terceiro
Sobre a corrida de Rubens Barrichello... deixa para lá.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gasto demais

A história já ficou velha, mas nunca é tarde para uma observação no caso Palocci. Convenhamos, quem gasta R$ 1 milhão em uma consultoria realmente está precisando se consultar.

Um passarinho azul me disse

A frase é velha, mas se recicla
"Quem não tuíta
Se estrumbica"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pitacos do humor

Haja coração!
Muito bom o retorno do campeonato de futebol do Rockgol, da MTV, agora disputado numa comunidade pacificada do Rio de Janeiro. No campo, jogam os músicos, mas como sempre o destaque fica por conta da narração, desta vez a cargo de Marcelo Adnet.

O humorista vem seguindo a linha humorística de Paulo Bonfá e Marco Bianchi, que comandaram a apresentação do campeonato por muito tempo. A atração já parecia ter perdido um pouco da graça ao ser tirada do ar em 2010.

De certo modo, Adnet imita o estilo da dupla, mas seu toque de criatividade dá um toque a mais à locução. Pouca atenção à bola jogada e muitas referências aos jargões dos jornalistas esportivos, com direito à estatísticas inúteis, uma imitação do comentarista de arbitragem Roberto Wright e reportagem de campo desnecessárias. 

No entanto a participação de Tatá Werneck como comentarista que não entende nada parece ir na contra-mão do espaço conquistado pelas mulheres na mídia futebolística.

A atração vai ao ar na MTV aos sábados e domingos, às 19h
 
Vale a Pena
O programa Legendários mudou bastante de cara desde sua estreia. O destaque fica por conta do "Vale a Pena Ver Direito", apresentado por Marcos Mion (com o Mionzinho no fundo). No quadro, Mion analisa minuciosamente micos e detalhes das atrações da TV Record. E agora ele pegou Gugu pra Cristo. 
Na Record, sábado às 22h45.

Uma pena
A mal contada notícia falsa da morte do humorista Amin Khader deve prejudicar as atrações humorísticas da emissora (sem contar a parte jornalística) da qual o promoter faz parte. 

Reportagem da Folha aponta que o próprio Khader teve participação na boataria com o intuito de atrair atração para um quadro seu no programa Hoje em Dia. A Record afirma ter sido vítima dessa brincadeira de mau gosto.  

Sabe o que faz um deputado?
O PR (Partido da República) vem adotando clara conotação humorística em sua propaganda eleitoral. Além das aparições de Tiririca na TV, o partido aborda a luta pela defesa dos direitos da mulheres na propaganda do rádio com os seguintes dizeres: "Sabia que todas as mulheres do Brasil precisam de terapia? É... ter a pia cheia de louça para lavar". Depois fica evidente o tom de ironia da piada. 

De qualquer modo, é válida essa nova abordagem da política utilizada com certa ousadia pelo partido. 

Chavão

Eu sou contra essa ideia pronta de que todo clichê tem que ser contrariado.

domingo, 26 de junho de 2011

Análise do GP da Espanha 2, digo... GP da Europa

Corrida fraca no GP da Espanha 2, maliciosamente conhecido como GP da Europa. A pista permitiu poucas ultrapassagens – exceção feita a uma linda manobra de Alonso sobre Webber. Fosse o traçado valenciano um pouco mais estreito e teria punido algumas saídas de pistas de Webber e Vettel com uma raspada no muro. Não foi o caso e a corrida seguiu.

Apesar da vitória do incontestável Sebastian Vettel, não dá mais para desprezar a evolução da Ferrari, comandada por Fernando Alonso. Seu segundo lugar, com boa distância para Webber, mostra que a aquela ideia de que equipe dos touros vermelhos pode tirar uma soneca que ainda assim será campeã é historinha para boi dormir.

Felipe Massa vem sendo um bom largador e nada mais. As atrapalhadas da Ferrari nos boxes não “aniquilaram” a corrida do brasileiro. Foram falhas sim, mas nada que tenha comprometido a já discreta corrida de Massa, que só não foi o último do G6 (duplas da McLaren, Ferraria e Red Bull) porque Button teve problemas no KERS.

Rubinho...
As estratégias um pouco mais ousadas de paradas para Jaime Alguersuari (Toro Roso – duas paradas) e Sérgio Perez (Sauber – uma parada) deixaram Rubens Barrichello de fora da zona de pontuação. O mexicano, aliás, deixou para trás seu colega de equipe Kamui Kobayashi, a sensação da temporada.

Completo
Todo os carros completaram a corrida. Talvez tenha sido algo que contribui para deixar a corrida um pouco mais chata. Com tantos carros na pista era mais fácil pegar tráfego de retardatários.

Vale mudar?
O que a Benetton de 1995, Ferrari de 2002 a 2005, Brawn GP de 2009 e a Red Bull atual têm em comum? Além da supremacia na pista, essas equipes tiveram  (e tem, no caso da RBR) que lidar com as mudanças de regras que a organização da Fórmula-1 impõe durante a temporada. É algo como “trocar pneu com o carro andando”, se bem que os pits stops da escuderia dos energéticos estão tão rápidos este ano que a frase já nem parece exagero mais.

Agora a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu alterar o regulamento dos motores e dos escapamentos, inibindo dois detalhes que supostamente favorecem a Red Bull. Não vai fazer efeito. É uma tentativa de impedir o mais justo: o melhor carro, guiado pelo melhor piloto lideram o campeonato e ao que tudo indica, vencerão o mundial.

A Fórmula-1 está exagerando na dose. Sua organização foi extremamente feliz nas novas regras, que facilitam as ultrapassagens: já trouxeram a emoção de volta para as corridas. Agora quer a todo custo “impor” a emoção no campeonato, tentando nivelar as escuderias artificialmente. Já tivemos em temporadas anteriores corridas fracas e campeonatos emocionantes, decididos na última prova. Qual o problema se acontecer o inverso?


Classificação do GP da Espanha
1. Sebastian Vettel (Alemanha/Red Bull)
2. Fernando Alonso (Espanha/Ferrari)
3. Mark Webber (Austrália/Red Bull)
4. Lewis Hamilton (Inglaterra/McLaren)
5. Felipe Massa (Brasil/Ferrari)
6. Jenson Button (Inglaterra/McLaren)
7. Nico Rosberg (Alemanha/Mercedes)
8. Jaime Alguersuari (Espanha/Toro Roso)
9. Adrian Sutil (Alemanha/Force India)
10. Nick Heidfeld (Alemanha/Renault Lotus)
11. Sergio Pérez (México/Sauber)
12. Rubens Barrichello (Brasil/Williams)
13. Sebastien Buemi (Suiça/Toro Roso)
14. Paul di Resta (Escócia/Force India)
15. Vitaly Petrov (Rússia/Renault Lotus)
16. Kamui Kobayashi (Japão/Sauber)
17. Michael Schumacher (Alemanha/Mercedes)
18. Pastor Maldonado (Venezuela/Williams)
19. Heikki Kovalainen (Finlândia/Lotus-Renault)
20. Jarno Trulli (Itália/Lotus-Renault)
21. Timo Glock (Alemanha/MVR)
22. Jerome D'Ambrosio (Bélgica/MVR)
23. Vitantonio Liuzzi (Itália/Hispania)
24. Narain Karthikeyan (Índia/Hispania)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Orgulho ferido

Vereador de São Paulo quer criar a Parada Orgulho Hetero. O problema é que se você não aparecer vai pegar mal.

Mas falando sério e se a proposta foi aprovada, como fica? No dia do evento gays podem ser discriminados? Não podem participar?

Do mesmo jeito que o STF aceitou a liberdade de expressão dentro da Marcha da Maconha desde que não haja apologia às drogas, a Parada Hetero fica proibida de fazer apologias à homofobia?

Enfim, a proposta é a prova de que alguns tiveram o orgulho ferido. Vai entender.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ministro da Verdade

Quando o escritor britânico George Orwell sentou em sua cadeira para escrever sua obra-prima, imaginou um catastrófico cenário futurista em que uma espécie de mescla fascista-socialista dominaria o mundo, suprimindo liberdades civis e até mesmo cortando pela raiz o pensamento crítico das pessoas. Todo canto do planeta era vigiado pelas câmeras do governo, os olhos do hipotético ditador Grande Irmão (Big Brother, para os íntimos), que aliás emitia ordens à população assim que achasse necessário. Enfim, uma espécie Pedro Bial sem aquela filosofia toda.

Nesse mundo catastrófico, o Ministério da Paz promovia a Guerra, o Ministério da Fartura rateava parcamente rações para a população enquanto o Ministério da Verdade nada mais fazia do que reescrever páginas de jornais e revistas antigas de modo a alterar a História e mostrar como tudo que acontece é ótimo (por exemplo, "a ração de 200 gramas de arroz aumentou para 300 gramas", sendo que na realidade há um mês a cota era de 400 gramas).

Orwell foi brilhante, mas errou num detalhe. Chutou um ano qualquer para o título de seu livro e eternizou o ano de 1984. Mal sabia ele que se escolhesse 1985 acertaria o ano em que uma espécie de ministro da Verdade herdaria a presidência de um país por aí, desses que saiam de uma Ditadura Militar.

José Sarney parece necessitar dos serviços do Ministério da Verdade para validar algumas declarações recentes. Para o senador, não havia necessidade de exibir fotos da época do impeachment de Fernando Collor quando de sua queda do poder em 1992 na galeria de fotos da história do Senado. "Não é marcante" comentou, talvez em um mesmo tom em que vociferaria "Ninguém aqui sabe de ato secreto" em uma daquelas câmeras/microfone espalhadas pelo país fictício de Orwell.

Agora, o maranhense defende que documentos estatais secretos assim permaneçam por toda a eternidade. "Não podemos fazer Wikileaks da história do Brasil", afirma ele, sob o argumento que a atitude poderia abrir feridas diplomáticas.

Sarney é o homem do partido da Ditadura que foi eleito como primeiro presidente civil pós-Ditadura. O homem que institui o congelamento dos preços para que os preços não subissem. O homem do Maranhão que foi eleito senador pelo Amapá.

Pois é. Ele reinventou o Ministério da Verdade.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mãos atadas

Duas ideias prontas "caso de polícia" se contradizem e travam questões de segurança público no Brasil.

Parece único o discurso de que lugar de bandido é na cadeia, adotado pelo povo, por policiais e jornalistas da área. Esse parece o destino mais correto para o ladrão de galinhas, o assaltante, o sequestrador, o traficante, o estuprador, o estelionatário e afins.

Choca-se com esse conceito, a máxima de que cadeia é "faculdade do crime". O sujeito, nesse entender popular, entra traficante de segunda classe e sai formado sequestrador profissional. Infelizmente, parece ser essa a realidade do nosso sistema prisional.

A falta dessa visão ampla da questão faz com que o eleitor não pense nos presídios na hora de votar ou exercer seu pleno direito democrático de pressionar seus representantes. São válidas as opiniões de que deve-se construir escolas ou implementar o ensino e erguer hospitais e melhoras salários de médicos e enfermeiros, mas a qualidade do nosso sistema prisional também deveria entrar nessa pauta de reivindicação. Prisão não é coisa de ladrão. É de interesse de todos.

Travamos nas máximas de que nós pagamos para sustentar vagabundo, que nada mais é do que dizer nas entrelinhas que bandido bom é bandido morto - solução simplista, nada humanitária que só alimenta o ódio na sociedade e que só aparenta sanar o problema da violência.

Isso sem contar as leituras qualitativas das prisões: quanto mais presos melhor. Nada se comenta a respeito da superlotação e mesmo das condições de quem trabalha ali.O fator primordial deveria ser "quando foram reabilitados e qual o nível de qualidade dessa reabilitação?"

Fossem os presídios centros de reabilitação, faria sentido a ideia de que lugar de bandido é na cadeia, para uma verdadeira readaptação para voltar à sociedade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nada como a experiência

O alemãozinho vinha sendo badalado – não à toa – graças ao seu belo histórico numa curta carreira de piloto. Vettel tem só 23 anos e já é campeão da maior categoria de automobilismo do mundo. Pena que justo na última volta do Grande Prêmio do Canadá, a experiência e frieza inglesa de Jenson Button fizeram Sebastian tremer e entregar de bandeja o primeiro lugar ao campeão de 2009.

Foram necessárias 4 horas de corrida, interrupções e entradas de safety car para o jogo mudar e a Red Bull perder a corrida para a McLaren. Button cometeu erros na corrida: tocou em Webber na largada, exagerou na dose ao fechar Hamilton na linha de chegada e tirou o próprio companheiro de equipe da prova, mas foi punido, cumpriu a punição e voltou à pista para vencer de maneira indiscutível.

Enfim, emoções que só as pistas molhadas trazem, mas o novo sistema pró-ultrapassagem deu uma forcinha.

Agora não há dúvidas de que Button é um ótimo piloto. Foi campeão em 2009, quando tinha o carro certo, na hora certa, mas agora na McLaren mostra a cada corrida que não se limitava a um carro da Brawn GP.

Felipe Massa rodou, anulando uma ótima corrida que poderia terminar em pódio. Melhor que Alonso que voltou a pé para casa depois de uma batida. O brasileiro ainda protagonizou um dos melhores momentos da corrida: a incrível chegada lado a lado com a sensação da temporada, Kobayashi (o homem que põe fim à máxima de que piloto japonês só causa acidentes).

E não é que o hepta se fez lembrar? Schumacher chegou a ocupar a segunda posição, já que as condições da pista favoreciam o estilo de pilotagem mais do que o equipamento. Pois é, o alemãozão tenta recuperar um pouco de espaço.

Momentos de tensão
Para o fã de automobilismo, a bandeira vermelha representava um sério perigo. Passávamos das 15h30, 15h40... e lá vem o futebol. A emissora responsável pela transmissão televisiva da categoria optou pelas quatro linhas. Para piorar, pelo menos quatro grandes rádios paulistanas fizeram a mesma escolha. O jeito foi apelar ao corporativismo entre fãs das corridas via twitter para encontrar um transmissão ao vivo pela internet e poder curtir essa corrida histórica.

sábado, 11 de junho de 2011

Problema institucional

No melhor estilo "Tá nervoso? Vai pescar", a saída que o governo deu para o ministro Luiz Sergio (então ministro das Relações Institucionais) foi destinar a ele o Ministério da Pesca.

E não se fala mais nisso, hein?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Festa da música

Há exatos 80 anos, o cantor e compositor João Gilberto abandonava o útero de sua mãe depois de um desentendimento.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pelo menos

Hoje não dá outro assunto. Só se fala no Ronaldinho.

O que convenhamos é bom. Já pensou se fosse tragédia?

Casa caiu

As chuvas e ventos fortes desta terça-feira fizeram o primeiro estrago. Antonio Palocci não aguentou.

As informações de que ele entra em campo por 15 minutos no jogo da seleção contra a Romênia não foram confirmadas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Bola fora

A FIFA garante que as acusações de corrupção não são verdadeiras.

A sede da Copa do Mundo Rússia 2026 não foi definida.

Pra quê Mônaco? (ou Leite Derramado)

Quem diria que a paralisação de uma corrida poderia deixá-la chata... foi o que aconteceu em Mônaco. Vettel, Alonso e Button protagonizavam uma raríssima disputa a três pela liderança quando encontraram uma fila indiana de retardários. Petrov foi para o muro, fez-se a bandeira vermelha e os carros pararam formando um novo grid de largada.


A decisão da FIA de autorizar ajustes e troca de pneus durante essa pausa minou uma nova disputa, mas pode-se considerar a intenção de evitar novas brigas por posição, que na apertadíssima pista da Mônaco poderiam provocar outro acidente.

A pergunta que fica é: por que Monte Carlo ainda recebe A Fórmula-1?

A pista não foi feita para receber uma corrida – claro, é um circuito de rua, mas nem a sua adaptação ajuda – e só agora com a batida de Pérez começou-se a falar em alterações no traçados.

Hamilton foi pra cima de Felipe Massa em uma manobra que seria normal em qualquer circuito. O brasileiro foi para o muro porque Mônaco não ajuda. Não basta a argumentação de que a corrida de rua é tradicional e por isso deve continuar recebendo a categoria. Fosse assim, ainda teríamos corridas em Paul Ricard, Brands Hatch, Estoril ou nos traçados antigos de Nurburgring e Interlagos.

Mônaco sobrevive com um tradicionalismo sem fundamento. E isso não é uma defesa das novas pistas. Malásia, China, Singapura não são exemplos de palcos de grandes disputam, mas ao menos têm a segurança adequada.
Pode acreditar que a Fórmula-1 não perderia nada deixando Mônaco.

***
Quem diria, a Red Bull erra! E naquele que era seu ponto forte: a parada nos boxes. Mesmo assim, a equipe contornou a situação e venceu. Isso não muda.
***
A cabeça quente de Hamilton e seus erros seguidos na pista deixam claro que o inglês ainda não se conformou de ter deixado o posto de mocinho da categoria para Vettel.
***
Uma batida na última curva parecia ser coisa de até J.R. Hildebrand provar que no automobilismo a vida também imita a arte.
Pobre norte-americano perdeu um prêmio milionário e deixou de vencer a Indy 500 em seu centenário – aliás, uma tradição que se justifica pela emoção do esporte.
Foi o inglês Dan Wheldon quem venceu e tomou o leite da vitória no pódio. A Hildebrand, não adianta chorar sobre o leite não tomado.

Pra quem não viu o drama de Hildebrand, clique aqui ó.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Minha contribuição às ciências médicas

Lei da Medicina:

Todo acusado de homicídio, corrupção ou crime contra humanidade apresenta problemas de saúde ao ser preso.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sinal Amarelo

A organização da categoria Superleague, um campeonato de automobilismo entre clubes de futebol, divulgou layout do carro do Corinthians com as cores do Brasil. O problema é que a cor em maior proporção na flâmula [é a primeira vez que uso essa palavra fora do hino] é justamente o verde do arqui-rival Palmeiras. (Crédito foto: Master Midia Marketing)

A diretoria do time já contestou o desenho divulgado e garantiu em nota: "Evidentemente, não será autorizada a utilização da cor verde em nosso carro."

Compreendo o valor que se dá às cores oficiais da equipe - afinal de conta, o carro deveria remeter ao Corinthians -, mas lamento esse fanatismo visual, que nada mais é do que um tipo de fanatismo.

A rivalidade no futebol é uma espécie de nacionalismo pós-moderno. Um motivo para discordar, discutir e por vezes brigar e até agredir. A repulsão com a cor do adversário é tanta que chega-se ao ponto de recusar as cores da bandeira do próprio país [não querendo aqui ser ufanista], como o caso citado.

Ao se ratificar uma intolerância como essa, reforça-se rivalidades maiores e daí para intolerância entre torcidas organizadas ou não é um pulo.

Erro de discordância

Já postei aqui minha opinião sobre a polêmica dos erros gramaticais aceitos [e não ensinados] nos livros do MEC, mas volto a mencionar o tema.

Mais grave e com menos repercussão na mídia é o fato de o Ministério da Educação [Cultura saiu da pasta, mas ficou na sigla] ter aprovado materiais didáticos com críticas a FHC e elogios a Lula.

Solução

Com o Código Florestal aprovado a contra-gosto, resta ao PT criar uma Área de Proteção Permanente ao redor de Antonio Palocci.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quase igual

Estão dizendo que o material de que é feita a caixa-preta do Airbus 447 resgatada no fundo do Oceano Atlântico é o mesmo da blindagem que o PT promove em torno do ministro da Casa Civil Antônio Palocci.


Tucanou

O ex-vice-governador Alberto Goldman passou por cirurgia ontem, mas é o PSDB quem está convalescendo. Resta saber o que vai acontecer na convenção do partido.

Na definição do jornalismo Josias de Souza, o partido é uma agremiação de amigos formada 100% de inimigos.

Mais um ano de vida

Só para não passar batido, ontem esse blog completou 3 anos e ganhou de presente um Código Florestal novinho, presente do senador Aldo Rebelo (Partido Comunista (?) do Brasil(?)).

Merecia algo melhor, né?

domingo, 22 de maio de 2011

Impressões do GP da Espanha

Já pensou em uma Copa do Mundo em que até a grande final,  torcedores, jogadores e jornalistas gastam saliva para discutir a validade das regras do futebol, como impedimento, acúmulo de cartões, tempo de jogo e tudo mais. Pouco se fala da bola em jogo. Imaginou? É mais ou menos o que está acontecendo com a Fórmula-1 nessa revolução de regras para ultrapassagem e com a chegada de uma nova fornecedora de pneus.

No meio disso tudo, Sebastien Vettel venceu pela quarta vez na temporada, ampliando sua vantagem na liderança do campeonato. Pena que perdeu a série de poles para o parceiro de equipe Mark Webber. Mas teve sorte porque o australiano fez uma corrida apagada.

Mesmo com a vitória sebastianense insisto no perigo que a McLaren representa para supremacia das Red Bull. Mais algumas voltas e alguns pneus desgastados e Lewis Hamilton venceria a segunda do ano. Mais algumas corridas o carro prateado pode avançar.

Por enquanto são os pneus que têm me instigado, bem mais que os recursos para facilitar ultrapassagens. São tantas trocas, tantos pit stops que está difícil entender a lógica das corridas. A Pirelli ainda não conseguiu produzir compostos para duas ou três paradas e quase todos os pilotos já tinha feito sua primeira parada em Barcelona com menos de 12 voltas.
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Uma das melhores largadas da história da Fórmula-1. Essa é a minha avaliação a respeito da largada de Fernando Alonso, saltando do quarto para o primeiro lugar nos primeiros metros da corrida.
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Não dá nem tempo de entender que os carros da Red Bull estão chegando nos boxes para trocar os pneus e pronto! Estão no chão, de pneus novos, a caminho da pista. As paradas da equipe duram em média 3.3 segundos. Um show a parte. As paradas de cinco segundos parecem lentas.
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Agora é a vez de Mônaco. O recurso para facilitar ultrapassagem em grandes retas está liberado pela organização da prova... mas que retas existem em Monte Carlo? Se não chover, não tem troca de posições e ponto. De todo jeito, se até o francês Olivier Panis já venceu lá, não há problemas em torcer para Felipe Massa e Rubens Barrichello.

sábado, 21 de maio de 2011

Agora é tarde

A novela Amor & Revolução, exibida pelo SBT, está cada vez mais polêmica. Cita tortura praticada pelos militares, abusos dos grupos de esquerda, exibiu um beijo lésbico e já circula por aí que vai aparecer uma mulher grávida do padre.

Mesmo com tanta polêmica, a direção da novela já descartou um stand-up de Danilo Gentili.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ecom ele

Meu celular é ambientalista. Quando acaba de carregar a bateria ele avisa: "Bateria carregada. Desligue-o da tomada para economizar energia".

Daí para entrar pro Greenpeace e tentar barrar a construção de usina hidrelétrica é um pulo.
Trocar créditos de uma operadora por créditos de carbono, nem pensar!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Guerra dos 100 anos

A rivalidade França x Inglaterra não tem limites mesmo.

Com Dominique Strauss Kahn preso e Carla Bruni grávida, não tem revista de fofoca que lembre da tal Kate Middleton, não é mesmo?

Falou e disse

O presidente norte-americano discursou hoje em defesa da criação do Estado Palestino e pediu a saída do poder dos ditadores do Oriente Médio.

Enfim, Obama chutou o pau da barrack.

Como diria Gabriel o Pensador:
Diz, porque as palavras têm poder
Mas não adianta só falar,
Você também tem que fazer


Se liga aí é o nome da música do trecho citado... e também um recado pro presidentes dos EUA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Língua Portuguesa

De repente surge uma polêmica envolvendo a norma culta da Língua Portuguesa: livros didáticos aprovados pelo Ministério da Educação afirmam que não há problema em misturar plural e singular do tipo "nós vai" na linguagem oral.

Daí em diante choveram críticas de supostos defensores morais do idioma, detonando o MEC por ensinar tudo errado para as crianças (sim, nossas pobres crianças).

O que acontece é que esses ataques partiram sem conhecimento de estudos linguísticos básicos que deixam claro: falar é diferente de escrever.

Isso quando a linguagem oral não altera a própria linguagem escrita. Ignoram, por exemplo, que o modo como nós escrevemos formalmente em 2011 seria ridicularizado caso fosse publicado ou enviado para um chefe em 1940, 1950. É que a língua se transforma, se adapta, e passa por alterações e ninguém escreve mais em cartas, relatórios ou reportagens "entregar-se-ia". Muitos outros termos que usamos agora como se fosses certos, eram errados em outros tempos: "clavo" virou "cravo" porque a própria estrutura do nosso aparelho fonador tem mais facilidade para pronunciar assim.

Ninguém fala do jeito que escreve. Leia uma página de jornal e tente imprimir a mesma lógica na sua fala do dia a dia e veja se não vão te olhar com cara de lunático que fala como nossos avós.

Quanto aos "erros de português", é claro que logo apareceriam referências ao presidente Lula, sendo que o MEC já previa esses "absurdos" em sala de aula no governo do letrado FHC.

Outro ponto dessa polêmica diz respeito ao preconceito linguístico que oprime quem fala como os pobres falam, ou quem não usa a norma padrão do português brasileiro paulistano-carioquês que na prática sequer existe.

Pra fechar, fica a recomendação dessa reportagem da Folha de São Paulo, com resposta do autor do livro Preconceito Linguístico, Marlos Bagno.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não confunda as notícias

Só para esclarecer: a notícia de que Arnold Schwarzenegger teve um filho fora do casamento não tem nada a ver com a gravidez de Carla Bruni!

Além disso, é bem difícil acreditar que Nicolas Sarkozy fosse tirar satisfação com o ex-governador. Só se fosse na política.
E não me venham com essa história de que o bebê a caminho só surgiu para desviar o foco da prisão do presidenciável Dominique Strauss-Kahn.

Males para o bem

Apesar da polêmica a cerca da expulsão da ex-senadora Serys Slhessarenko (MG) do PT sob acusação de infidelidade partidária, a manobra tem seu lado positivo.

Muitos correligionários vão enrolar menos a língua daqui pra frente.  

sábado, 14 de maio de 2011

Por uma redução do Paulistão

Amanhã tem final do Paulistão e não perco a oportunidade para opinar sobre esse campeonato estadual.Aliás, sobre os estaduais em geral: está na hora deles serem enxugados ao máximo.

A temporada do futebol brasileiro é muito longa e não basta o torneio nacional ter 38 rodadas. Inventaram de fazer um Paulistão em que jogam todos contra todos. Na prática, os times da elite jogam três turnos num ano, sem contar Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana. E sem contar que este ano o torneio estadual teve quartas, semi e final. 

Sou a favor de uma redução drástica no número de jogos, o que de maneira alguma vai prejudicar o preparo das equipes para o Brasileirão. Que tal um Campeonato Paulista com dois grupos, como já teve recentemente, cada um com oito, dez ou até onze times, mas só jogos de ida e depois vamos "pros finalmente" do mata-mata [sim, essa fase costuma ser a mais emocionante. Acho que deve ser mantida pelo menos no estadual].

Outra sugestão é um torneio menor ainda, cujos vencedores participam de um torneio regional, nos moldes do que era a Copa Rio-São Paulo. Exemplo: no Paulistão jogam 16 equipes, em quatro grupos, e os dois finalistas conquistam acesso para uma copa com os finalistas do Carioca, do Mineiro e sei lá mais de onde para disputarem uma vaga na Libertadores, ou na Sul-Americana. Não deixa de ser uma oportunidade daquele time pequeno alcançar as Américas.

Extinguir o Paulistão parece uma medida drástica já que isso praticamente minaria qualquer possibilidade de ascensão de um time do interior. Então que tal todos os jogos dos 4 grandes acontecerem no interior. Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos só jogam como adversários. Pode afastar os paulistanos, mas aproxima os interioranos, porque não? A garantia de ver os quatro jogando na sua cidade movimentaria o Interior.

Está feita a sugestão.  


Comunicado institucional

Um passarinho azul me contou que houve uma cisão no perfil RussoLogoExisto do twitter e a partir de agora divagações, piadas, frases e pensassões vão para o perfil da pessoa-jurídica-humorísitca @RussoLogoExisto, ao passo que conversações, opiniões jornalísticas políticas, formulaumísticas e impressões em geral passam para o perfil @RenatoDiniz_.

Sigam-me os bons, os péssimo e o Quico.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Perdeu

A goleada sofrida pelo Palmeiras para o Coritiba na Copa do Brasil (6 a 0) só não foi maior do que a sofrida pela parte conservadora do país na decisão do STF de reconhecer a união estável homossexual (10 a 0).

E tem palmeirense se gabando que pelo menos tem direito a jogo de volta, pode?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acredita?

Impressionante. Até agora ninguém sugeriu que a tecnologia usada para resgatar a caixa-preta do avião da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 2008, fosse usada para encontrar o corpo de Osama bin Laden, jogado ao mar pelos norte-americanos.

Como o governo dos EUA não está liberando as fotos do corpo do terrorista, vai ter muito curioso mergulhando por aí para não ficar na dúvida.  

Concorrência

O humorista do CQC Danilo Gentili não suportou a concorrência com o colega de Grupo Bandeirantes que quase apanhou do senador Roberto Requião (inventor de uma nova forma de bullying).

Partiu para o ataque e acabou expulso do senado após pergunta a Renan Calheiros



terça-feira, 3 de maio de 2011

Anota na agenda

A logística do exército norte-americano é invejável. Marcaram a morte de Osama para depois do casamento real britânico, para não dar confusão não jornais.

Também pudera. Seria uma grande afronta à realeza e à indústria do casamento.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Foi-se a década

Pois é, mataram o Osama bin Laden em um evento que, digamos, encerra oficialmente a década 2001-2011. Agora é hora de especulações e teorias da conspiração. Dessa vez nenhum sacana filmou sua execução por celular, como aconteceu com Saddam Hussein e para complicar, jogaram o corpo do terrorista ao mar, aumentando ainda mais a desconfiança geral.

Morto ou não, Barack Obama entra para história como o homem que "matou a cobra" e mostrou o pau (embora tenha jogado a cobra ao mar). Pode-se criticar sua atitude de superioridade, mas seu discurso reafirmando que a guerra não é contra o islamismo foi extremamente válido.

Algumas histórias ficam jogadas: Osama usou uma mulher como escudo ou é só mais uma jogada para forjar um vilão mundial? E que história é essa de morar numa mansão sem internet e telefone?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Politicamente correto on/off

Volta e meia voltam à tona os tais limites do humor, como se essa fosse uma área passível de delimitação. E a discussão voltou recentemente com o quadro Casa dos Autistas do programa Comédia MTV (melhor programa e humor da atualidade, na minha avaliação).
Querendo ou não, a essência do humor é o politicamente incorreto. De maneira negativa são retratados loiras, portugueses, cariocas, paulistas, baianos, negros, gays, judeus e muitos, muitos outros. No caso do programa citado, os autistas. Quando esse estilo cômico entra em conflito com o politicamente correto, cria-se a confusão. ONGs e Ministério Público entram com ação na justiça e humoristas formam uma corrente de camaradagem para se defenderem.
Falando do quadro do Comédia MTV propriamente: foi bem sem-graça. Não digo pela parte discriminatório, mas pelo lado cômico. Não havia nada de muito risível.

[Modo politicamente correto on] Infelizmente os redatores do programa erraram a mão. Repare que algumas piadas abordando o homossexualismo, os negros, ou os baianos geram revolta e outras não. Nesse caso, não havia muito jeito de não revoltar: além do tom exagerado e de ridicularização, o quadro teve uma longa duração. A intenção de fazer humor com esse tema polêmico era clara.
E vale lembrar que o humor sempre vai rebaixar alguém. Assim, as lutas de ONGs que abordam o autismo vão pelo ralo.

[Modo politicamente correto off] Agora perceba a sua vontade de assistir ao vídeo. Se você riu então, nem conte para ninguém. O humor "rebaixante"(inventei isso agora), pesado, politicamente incorreto parece ter uma facilidade maior em provocar o riso. Isso porque a própria proibição de se contar a piada acaba lhe entregando um charme a mais.
Apesar de pensar "meu Deus, que piada forte", nada te impede de rir. Ou mesmo de querer ouvir a piada. Veja os casos dos melhores representantes da piada de humor negro: Rafinha Bastos e Danilo Gentili. No entanto, dependendo do caso (e nesse do comédia MTV, é) a piada de humor negro só pode ser passada de pessoa para pessoa, principalmente para aquela pessoa que você sabe que não ficaria incomodada. Torna-la pública é um passo ousado, as vezes um passo quando se está a beira do precipício.
E bom, digamos que ninguém nas ONGs e no Ministério Público tem muita vocação para humorista. A discussão foi posta na mesa [de debate] e eles estão lá para defender seu segmento, ou a população em geral. Os humoristas estão ai para questionar e tentar empurrar esses limites morais com a barriga.
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E aproveitando que você não vai conter sua curiosidade e vai assistir ao vídeo, vale ver até o fim, já que os quadros do vendedor de tapete e a música do Caetano são ótimos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ufaa...

O Brasil poderia ser pior: poderia ter casamentos reais. Já pensou?
Ainda bem que aqui não temos essas coisas atrasadas!

Champions

A Copa dos Campeões da Europa pode ter grandes times, craques, lindos estádios, estrutura impecável.
Mas essa música tema aí não dá!

Isso a Libertadores faz bem em não copiar.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desnutrição política

Notícia no site da Folha
A secretaria [de desenvolvimento econômico], até hoje dirigida pelo vice [Guilherme Afif, que trocou o DEM pelo PSD], abriga algumas das vitrines da administração tucana em São Paulo, como a rede de escolas técnicas estaduais, os programas Via Rápida do Emprego e a Universidade Virtual, além de órgãos como a Junta Comercial do Estado.

Com a mudança, a vaga de Barbosa no Desenvolvimento Social ficará com o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM). Assim, os "demos" controlarão, como desejavam, programas como o "Bom Prato" e o "Viva Leite", recém-transferidos da Secretaria de Agricultura.

Ou seja: tudo que o DEM queria era uma prato de comida e um copo de leite. Sofre da desnutrição política, no momento.
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

No Oriente Médio

Notícia sobre revoltas na Síria no site G1
"Outro manifestante, Abdullah al-Harriri, disse à AFP: 'Eles estão disparando para todo lado e avançando por trás de blindados, que os protegem', afirmou ele. 'A eletricidade foi cortada e as comunicações por telefone são praticamente impossíveis'.
Jornalistas estrangeiros estão sendo proibidos de entrar no país, o que torna difícil confirmar informações"
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Isso tudo num país onde o governo atendeu a reivindicações dos manifestantes encerrando o Estado de Emergência. Nada faz sentido mais, não é?
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sábado, 23 de abril de 2011

A tal campanha contra a sacolinha de supermercado...

Essa revolta do mundo contra as sacolinhas de plástico nos supermercados tem suas limitações. E quem usa a sacola como saquinho de lixo?

Aí, ele troca a sacola de plástico por uma sacola ecológica... e vai por o lixo aonde? No saco de lixo [preto]... que é o que? DE PLÁSTICO!

A consciência ambiental envolve muito mais coisas do que a sacola de plástico. E os produtos que você põe na sacola?

O problema das sacolas de lixo tapando bueiros diz respeito a todo tipo de lixo descartado de qualquer maneiras e que permanece nas ruas por causa da falta de eficiência do serviço público de limpeza.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Trump x Seinfeld... Política x Humor

Notícia no Terra 
Após cancelar sua presença em um evento de caridade da Fundação Eric Trump, Jerry Seinfeld (à direita na foto) recebeu uma carta irada de Donald, pai do filantropo e um dos homens mais ricos dos EUA. As informações são do site do jornal The New York Post.
O comediante confirmou sua aparição no evento em janeiro, concordando em se apresentar no Trump National Golf Club, em Biarcliff Manor, vilarejo localizado no Estado de Nova York. No entanto, isso ocorreu antes do anúncio de Trump (à esquerda na foto, à extrema direita na política) de que poderia concorrer à presidência do país. Depois disso, o empresário passou a criticar com afinco o presidente Obama, questionando, inclusive, sua nacionalidade, fato que teria deixado Seifeld extremamente desconfortável, de acordo com um representante.
"Eu acabo de saber que você cancelou um show para o evento de meu filho", disse Donald no documento enviado ao comediante na quarta-feira (20), "e com a justificativa de eu estar sendo muito agressivo com o presidente Obama, que está fazendo um trabalho absolutamente terrível como nosso líder".
Primeiramente, Trump usou de sentimentalismo para descrever seu desagrado com o cancelamento. "Nós não ligamos para o fato de você ter quebrado seu compromisso, ainda que isso deixe as crianças do (hospital) St. Jude muito desapontadas e apesar de seu empresário ter afirmado com clareza que você seria verdadeiramente um homem de palavra".



Depois, contudo, passou a demonstrar indignação, chegando a ofender o artista e o talk show atualmente produzido por ele. "O que me faz sentir mal em relação a tudo isso é que eu concordei em fazer, e fiz, uma aparição em seu show falido, The Marriage Ref, mesmo que eu o achasse absolutamente terrível. Apesar de seus índices de audiência baixíssimos, eu não cancelei com você como você fez com o meu filho e o St. Jude. Eu só gostaria de ter feito o mesmo". Ele ainda encerrou a carta dizendo que o comediante deveria ter vergonha de si.
O representante de Jerry afirmou que, mesmo com o cancelamento, ele fará contribuições tanto para a Fundação de Eric Trump quanto para o Hospital St. Jude, especializado no tratamento de crianças. "Seinfeld sente que esse tipo de demagogia (de questionar a nacionalidade de Obama) não tem espaço em um discurso público e resolveu respeitosamente não voltar atrás em relação ao evento", explicou.

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Comentário do RLE
Não posso dizer nada do show The Marriage Ref, mas nada explica o ataque do presidenciável americano ao humorista. Além do lamentável apelo populista citando as crianças do hospital, sua postura ao questionar a nacionalidade de Obama é preconceituosa, demonstrando que ainda vive no século 19.  

Simpsons e o beijo gay

Folha de São Paulo:
Globo cortou cenas de alcoolismo, trote telefônico e um beijo gay entre Homer e Moe, no episódio "Todo o Mundo Morre um Dia" de "Os Simpsons", exibido na manhã da sexta-feira passada.


A sequência teve mais de um minuto e era importante para a conclusão do capítulo. A emissora afirma que não mostrou as imagens do desenho devido à classificação indicativa do horário, que é livre.


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Comentário do RLE
Estranho o fato do homossexualismo ainda ser barrado pela classificação indicativa da TV. Jair Bolsonaro iria adorar saber dessa censura. Além disso, cortar trotes telefônicos e cenas de alcoolismo é praticamente cortar a essência dos Simpsons. Se é pra picotar, é melhor nem passar. Talvez o melhor seja alterar o horário do desenho.


E volto a criticar o fato de a Globo estar passando episódios muito antigos do seriado - esse ai acima citado é de 1991, sendo que a Fox produz o seriado até hoje. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Falar de corda em casa de enforcado

O coitado do filho do Tiradentes correndo pela cidade de Vila Rica ainda teve que ouvir os mais desinformados gritando: "Que pressa é essa? Vai tirar o pai da forca?"


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Esse feriado de Tiradentes junto com a Páscoa me lembra de quando a Folha de São Paulo publicou um de seus erros mais graves: escreveu algo como "Jesus morreu enforcado em Gólgota". É atirar pedra na cruz né?

Evangelho Segundo Saramago

José Saramago reescreveu a história de Jesus de uma forma única, polêmica e genial em O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Além do seu próprio estilo de escrita – sempre irônico e minucioso – criou uma nova história da vida do Messias do catolicismo adaptada a ideias diferentes daqueles dogmas das igrejas cristãs. Além do mais, não podemos nos esquecer que o escritor era ateu, e em consequência das reações ao teor crítico de seu livro, Saramago deixou Portugual para viver nas Ilhas Canárias.. Enfim, material puro para filosofar.  


No evangelho de Saramago (que aliás, é escrito em terceira pessoa), José é um jovem inseguro e pai inexperiente que pouco valor dedica à Maria. Ela nem se atreve a falar mais do que o necessário, tendo em vista a dura repressão à mulheres. O livro também trata de um trauma do pai de Jesus: apesar de ter salvo o filho do massacre de crianças em Belém, José vive com o remorso das outras 25 crianças do vilarejo que não foram salvas, tendo pesadelos todas as noites. Outro fato peculiar na obra, é que José acaba morrendo na cruz, confundido com um rebelde. 
Jesus (descrito com características humanas) se revolta ao saber que o pai seria responsável pela morte de tantas crianças e foge de casa. Acaba, inclusive, herdando o pesadelo do pai. Depois de discutir com Maria, vai viver com um pastor, que mais tarde descobriria ser o próprio Diabo. 


Na história, Jesus tem vários atritos com Maria e seus irmãos e praticamente se casa com Maria Madalena. 


O escritor português narra com maestria os costumes da época, os milagres de Jesus e seu contato com os apóstolos. Judas não aparece como traidor, mas o único dos apóstolos disposto a obedecer à orientação de Jesus (que queria ser entregue aos romanos).


Um dos momentos mais marcantes do livro é a conversa entre Jesus e Deus. Enquanto este  último é descrito como um deus romano, preocupado em conquistar o poder sobre outros deuses criando uma religião mundial, o primeiro é retratado como um revoltado que não admite que seu Criador esteja gerando guerras e mais guerras por esse motivo. A certa altura, Jesus pede para saber como seus apóstolos e seguidores morreriam e Deus lista todas as vítimas e flagelos da nova fé que nasceria.  Mesmo assim, Cristo dá continuidade a sua missão na Terra. 


Por fim, o trecho final do livro (que não cita a ressurreição), vem o desfecho arrebatador. Na cruz, o protagonista perde a paciência com seu Pai e grita “Homens, perdoem-no. Ele não sabe o que faz”.


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Em tempo... parece que eu contei o fim do livro. Mas o que importa é o livro inteiro, as diversas mensagens e reflexões nele contidas!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Número 1

O ator Charlie Sheen é considerado o homem mais influente do mundo. Na opinião do cantor Justin Bieber. 


Pronto, agora você pode voltar a viver a sua vida. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PSDB - B = PSD

Metade dos vereadores eleitos pelo PSDB para a Câmara Municipal de São Paulo está deixando o partido para aderir ao misterioso PSD do Kassab. Agora o eleitor pode reclamar no Procon por ter pedido tucano e levado lebre? 


Lembram-se daquela campanha anti-Kassab depois da saída de Serra da prefeitura? "Votei mais não foi nele"? Vislumbra-se criar o "Votei, mas não foi nesse número".

domingo, 17 de abril de 2011

Xangai, Hamilton e desgaste de pneus

Difícil lembrar de uma corrida tão boa quanto essa da China neste domingo. Ainda mais quando nenhum fator externo (exemplo: chuva) deixa tudo imprevisível. Tenho que admitir que as mudanças no regulamento da Fórmula-1 foram responsáveis pela ótima disputa. Isso porque critiquei a pouca resistência dos pneus, obrigando pilotos a fazer várias paradas. 


Acontece que na China as equipes estavam mais preparadas para contornar o desgaste dos pneus. Resultado: diferentes estratégias e um resultado imprevisível. Além disso, a facilidade para ultrapassar (que chegou com o novo regulamento) também motiva os pilotos a brigar por posição: "Bom, eu vou parar na próxima volta, mas se estou bem mais rápido que o piloto da frente, porque não ultrapassar?". Suponho que esse tenha sido o pensamento de vários competidores, já que foram muitas as disputas por posição de quem estava prestes a entrar nos boxes. 


Por falar em boxes, a vitória de Hamilton em Xangai pode ter acontecido graças a um erro no pit. E não, não foi um erro da equipe. Jenson Button, da McLaren, estava entre os 3 primeiros e brigava pela vitória até entrar na área de pit stop da Red Bull. Os mecânicos da equipe austríaca não entenderam nada e recuaram. Não é a primeira vez que isso acontece com o time dos energéticos. Em 2008, Jaime Alguersuari fez a mesma coisa, mas com a justificativa de sua equipe ser a Toro Roso, irmã mais nova da RBR. 


Já o alemão Sebatian Vettel viu que não basta ter um carro impecável se os pneus não estão no melhor ponto. Não teve como segurar a ponta, e Hamilton sagrou-se vencedor. Além do desgaste dos pneus, o alemão enfrentou problemas na comunicação via rádio com sua equipe. De qualquer forma, ainda é o líder, mas agora sabe que tem uma McLaren no seu encalço. 


Já Mark Webber, o australiano da Red Bull, fez uma fantástica corrida de recuperação e subiu ao pódio mesmo depois de largar em 18º. Nesse final de semana, saiu com saldo positivo. Um fôlego na disputa interna com Vettel. 


Felipe Massa chegou a ocupar o segundo lugar, mas a sua tática era arriscada. Perderia tempo demais trocando pneus e o carro rendia pouco na reta final da prova. Caiu para o 6º posto. Pelo menos à frente de Fernando Alonso. 


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Boa corrida de Nico Rosberg. Liderou por um tempo na confusões das paradas e acabou em 5º. Merece uma vitória ainda nessa temporada. 


***
Se a Lotus Renault não deu sequência a sua boa série de resultados nesse final de semana, a Force India manteve o nível. Já a Williams de Barrichello e Maldonado toma o posto de maior decepção desse início de temporada. Não consegue sair do pelotão de trás. 


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A ótima vitória de Lewis Hamilton não foi suficiente para o inglês merecer algo mais do que um dos mais feios troféus que já vi na F-1. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tiro no pé

Fala-se agora em referendo sobre desarmamento. A bola foi levantada pelo presidente da casa, José Sarney. Oportunismo, sim, mas a idéia seria apresentada mais hora, menos hora. 
A partir daí surgem opiniões variáveis. A mais ouvida é de que “o brasileiro votou em 2005 para o comércio de armas continuar”.
A associação do crime do Realengo ao referendo não é exatamente apropriada. O tal Wellington não comprou as armas numa loja, mas comprou ilegalmente. A arma vendida na ilegalidade vem do tráfico, na grande maioria das vezes. Talvez com um resultado diferente no referendo anterior, isso teria acontecido do mesmo jeito. 

De qualquer maneira, a volta do assunto na boca do povo – e da mídia – trouxe um velho argumento pró-armamento muito perigoso: “o cidadão votou pelo direito de se defender. O bandido tem a arma e o cidadão deve ter como se defender.” Não é bem assim. 
Quantos casos já vimos no noticiário de crianças que pegam o revólver do pai na gaveta do escritório para brincar? E de filhos, pais, ou seja quem for, que pegam a arma “caseira” para familiares ou vizinho pelas mais variadas razões? 

Talvez não seja demais votar sobre o assunto novamente, já que esses tipos de argumentos revelam o quanto o assunto está mal-explicado. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Humor na Televisão

A temporada 2011 do Comédia MTV mantém o mesmo nível de qualidade do programa no ano passado. Aliás, a ideia de mudar o dia de exibição para terça-feira (22h) foi genial: bem na hora do já maçante Casseta & Planeta, hoje falecido. Apesar disso os musicais estão um pouco sem graças.


O cenário do humor televisivo teve nessa semana uma aguardada estreia: o programa Sensacionalista foi ar pelo Multishow e a primeira edição está disponível na íntegra no site dos humoristas. 


Trata-se de um telejornal humorístico (como se vê ao lado), um formato que pelo jeito irá cansar, se continuar na mesma toada. Algumas atuações deixam a desejar. Enfim, o programa dá uma impressão de que ainda está cru, mas o texto é bom [destaque para a "notícia" do rapaz que matou a avó 17 vezes]. O que faz falta no programa - talvez por passar em um canal da Globo - são as piadas com artistas, jogadores e políticos.


Ficam as dicas. 

domingo, 10 de abril de 2011

Hai kai de Páscoa

Olha o que é colomba pascal:
Desculpa pra vender panetone
Fora da época do Natal

Mais um alemão tirando o sono de alguém

Neste momento algum jornal de um país tropical está publicando uma análise criteriosa sobre porque um alemão, correndo com o mesmo carro, consegue vencer as duas primeiras corridas do ano enquanto o piloto local não alcança o pódio. Parece um repeteco de Schumacher-Barrichello, mas se trata de Vettel-Webber.

Se na primeira corrida eu hesitei em ratificar a força da Red Bull, agora não tenho dúvidas. Outra aparente surpresa da primeira corrida se confirmou neste domingo na Malásia: a Lotus Renault terá uma grande temporada pela frente. E o pódio de Nick Heidfeld cala as críticas quanto ao seu desempenho na primeira corrida. Dessa vez, com tempo para se adaptar ao carro da equipe francesa, o alemão alcançou a terceira posição. O que Bruno Senna faria no lugar continua uma incógnita, mas o brasileiro ainda não tem ritmo de corridas no pelotão da frente.


Ferrari e McLaren começam o ano com papel de coadjuvantes - têm muito trabalho pela frente nessa temporada. Ao pessimista Felipe Massa, um quinto lugar veio em boa hora (claro, com uma forcinha do toque entre Hamilton e Alonso, o brasileiro subiu duas posições).
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A cada corrida, me convenço de que Schumacher ganha um salário absurdo pela Mercedes. Difícil imaginar outra razão para o piloto aceitar correr no pelotão do meio (terminou no 9º lugar). Aliás, a equipe alemã ainda não passou de promessa de pré-temporada. 
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Faltou chover para a corrida ficar emocionante. Dá metade para o fim, até que o Grande Prêmio de Sepang ganhou emoção, mas a FIA não está ajudando muito. A regra que permite alterar a asa traseira para facilitar ultrapasagens é genial, mas não faz sentido ela vir aliada à pneus poucos resistentes. Pilotos e equipes se programam para parar 3 e até 4 vezes e não se programam para lutar por posições. Para quem assiste fica uma confusão, como foi a corrida deste final de semana.

sábado, 9 de abril de 2011

Próximo livro

Eu ia começar a ler um livro de Saramago quando o escritor português morreu. Agora estava lendo Às Margens do Sena, biografia do jornalista Reali Júnior e hoje fui informado de sua morte.


Alguém aí tem o livro Marimbondos de Fogo, do José Sarney, pra eu poder ler?